Arquivo mensal: julho 2011

Se Achar que Precisa Voltar, Volte

Esta frase por mais simples que possa parecer possui muita sabedoria e pode ser aplicado principalmente para nós empreendedores.

Fernando Pessoa quando disse isso, com certeza estava em um daqueles momentos de reflexão profunda e nós agradecemos por isso.

A trajetória de um empreendedor não é fácil, mesmo aquelas histórias regadas de romantismo como as de Steve Jobs, Bill Gates, Bill Hewllet e David Packard, quando conhecidas em seus detalhes, são cheias de percalços e momentos difíceis.

O empreendedor em si, deve ser alguém persistente que não desiste logo nas primeiras dificuldades, deve ser alguém que vendo a sua empresa não dando o resultado esperado tenha a humildade para começar novamente e se preciso, voltar para a etapa inicial fazendo mudanças e adaptações para que sua empresa continue, aliás uma das palavras chaves do empreendedor é flexibilidade, lembre-se, um plano de negócios, uma estratégia, até mesmo um produto ou serviço nunca é algo imutável, em diversas ocasiões você vai ser obrigado a mudar seus processos, a fazer adaptações e a corrigir falhas.

Caso passe por algum problema em sua jornada empreendedora (e pode ter certeza, você vai passar) não tenha medo de voltar, corrige o que tem que ser corrigido e continue, o que não pode é desistir, acredite, muitos empreendedores hoje possuem empresas de sucesso porque não desistiram de seus sonhos e projetos mesmo quando tudo parecia acabado.

Como complemento, sugiro que você assista esta apresentação de Ligia Amadio no TEDxUSP , ao meu ver, é uma das melhores palestras e reflete bem a questão da coragem em mudar e humildade para recomeçar.

Bootstraping ou Venture Capital?

Postamos aqui na quarta-feira um artigo explicando o conceito de bootstraping, e como o texto foi bem recebido pelas pessoas reslvi publicar aqui hoje um post que vi ontem no Startupi.

Fala justamente da escolha que o empreendededor deve fazer entre Bootstraping e Venture Capital, o assunto foi debatido curiosamente essa semana também na Expo Y em São Paulo.

Vale apena conferi:

 

Bootstrap ou Venture Capital

Diego Remus

Fiquei super feliz com o painel que aconteceu logo na abertura da Expo Y (segunda-feira às 14h na Bienal do Ibirapuera,em São Paulo). Yuri Gitahy, Edson Mackeenzy, Danilo Amaral, Flávio Pripas e Paulo Puterman debateram sobre vantagens e desafios tanto de fazer uma startup com a própria grana (bootstrap) ou com investimento externo (tipo venture capital).

Óbvio que não há uma resposta única, um caminho preferencial que sirva para todos, uma receita pronta. Quero destacar algumas colaborações dos debatedores:

  • Paulo Puterman citou que já fez o ciclo todo de investimento com alguns projetos e acredita que, além da cultura, da experiência e do feeling, algumas coisas no ecossistema brasileiro de startups e investimentos em negócios tecnológicos precisam ser mais institucionalizadas, consolidadas. Tipo “mecanismos mais adequados”;
  • Yuri Gitahy explicou que “se você quer dinheiro, peça conselho e se você quer conselho, peça dinheiro”. Quem não vai te dar dinheiro, vai tentar de dar as melhores razões para não fazê-lo, então vai ser um grande feedback. E quem estiver livre-leve-solto para dar apenas feedback, talvez se apaixone pelo projeto e resolva investir (ou recomendar para alguém, ou ajudar a vender);
  • Edson Mackeenzy disse que o Videolog “vai bem, obrigado” e que chegou a recusar cheques com “generosa quantidade de zeros” – e quase apanhou do sócio Ariel Alexandre. Entretanto, reconhece que há momentos em que foi difícil fazer sozinho. Lembrou ainda que nem sempre “qualquer merreca” ajudaria de verdade;
  • Danilo Amaral, mesmo trabalhando com investimentos, recomenda que às vezes vale a pena o empreendedor ralar sozinho um tanto, para aumentar o valor do projeto/produto/empresa, e daí sim buscar um investimento. “O papel que podemos fazer é ajudar a cuidar e levar para outro nível”;
  • Flávio Pripas conta que a byMK foi crescendo organicamente em torno de uma ideia simples e pequena, com dinheiro próprio, mas que o momento é propício para aceitar investimento.

E você? Começou bootstrap? Teve venture capital? Qual é sua opinião?

Fonte da Imagem: Corbis

PS: Pessoal lançamos uma enquete bem rápida para sabermos o que vocês tem achado sobre o conteúdo do blog. Para participar clique aqui

A Estratégia do Bootstraping

Apresentamos aqui no blog alguns conceitos e estratégias importantes, para o empreendedor que está em fase inicial de sua Startup.

Explicamos como funciona o modelo freemium, o conceito de investidor anjo, e com a participação de um leitor publicamos um post bem bacana mostrando a realidade de se buscar o apoio dos anjos aqui no Brasil.

No que se refere a estes dois ultimos tópicos, várias pessoas que leram os textos, chegaram em mim falando que não tinham o perfil para receberem o apoio destes investidores, aliás como falei aqui, aceitar o apoio de um anjo implica muito mais do que apenas receber o apoio financeiro, é necessário prestar contas de maneira minuciosa e estar preparado para ser cobrado e dar o rendimento esperado.

Pois bem, pensando nisso, hoje abordo aqui mais um conceito de fundamental importância para os empreendedores, principalmente aqueles que não querem a ajuda de um anjo, vamos falar do Bootstraping.

Vou ser sincero, li sobre isso a poucos dias no site da Resultson, achei interessante e resolvi pesquisar um pouco mais a fundo para criar um artigo aqui para o blog.

No inicio quando comecei a pesquisar o significado, fiquei um pouco confuso pois a vários sentidos para o mesmo termo, usa-se ele por exemplo na informática, direito, estatistica, dentre outros, originalmente, cunhou se o termo para indicar um acessório de botas.

Bem e o que isso tem haver com negócios

O significado do termo em si é você melhorar algo ou a si mesmo, sem ajuda externa, apenas com as suas próprias forças, por isso que esta palavrinha tem a conotação de ser algo impossível de fazer.

Aplicando este termo ao nosso contexto, bootstraping significa:

 Você iniciar sua Startup com recursos próprios sem precisar recorrer a fontes externas.

É basicamente aquela história de empreendedores que além de terem sua empresa, trabalhavam também como funcionários para tocar o negócio, ou então daqueles que fizeram uma reserva financeira (como está sendo o meu caso) para abrir seu empreendimento sem precisar recorrer a ajuda de fora.

É claro que adotando esta estratégia, você não terá um poder de crescimento e desenvolvimento tal qual uma Startup que tem um anjo, no entanto, você terá algo muito mais valioso, a liberdade, você não irá precisar deixar de executar uma idéia porque um investidor não gostou, ou não irá sentir-se super pressionado porque no inicio o negócio não deu a rentabilidade a qual esperava dele. Além disso, você terá total controle sobre suas decisões e poderá planejar os rumos da empresa, de acordo com seu ponto de vista.

Não é fácil iniciar um empreendimento com dinheiro do bolso, o próprio termo em si, é constado no Wikipédia como algo difícil, mas temos algumas dicas para lhe ajudar:

Venda: Neste ponto inicial com poucos recursos, você tem que ter como missão principal, vender e gerar caixa

Planeje: Qualquer ação que você for executar, planeje primeiro, tenha certeza de que está fazendo o certo e esteja preparado para realizar mudanças se necessário, mas lembre-se não perca muito tempo apenas planejando, seja rápido.

O cabeça: Na sua empresa, você será “O cabeça”, deverá ter controle sobre todas as variáveis do negócio, desde compras, até finanças e marketing.

Não tenha medo de começar um negócio com recursos próprios, se você sente potencial no negócio, identificou um publico alvo e este publico quer seu produto, arrisque-se com calma, mas arrisque-se, seja você mesmo seu próprio anjo.

DICA: Sugiro que você entre neste blog: Y na Garagem e veja que é possivel sim, desenvolver um negócio promissor com recursos próprios.

Entrevista: Bernardo Pina do Blog Produzindo.net

Temos a honra de postar aqui nossa primeira entrevista e inaugurando esta sessão conversamos com Bernardo Pina do blog produzindo.net e Blogarte, sendo o produzindo.net ganhador do prêmio blog books 2010 na categoria comunicação e negócios.

Além de blogueiro, Bernardo é consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é também empreendedor comandando a agência de comunicação PIBIT.

Como nasceu a idéia do blog Produzindo.net? Quais os resultados alcançados com este projeto?

O Produzindo.net nasceu da vontade que eu tinha em aprender mais sobre desenvolvimento profissional (posteriormente também sobre desenvolvimento pessoal). Na época, encontrei na criação de um blog, uma ótima ferramenta para me obrigar a estudar mais sobre o assunto, pois precisava pesquisar sobre diversos temas para poder criar novos textos e para responder aos mais diversos questionamentos.

Hoje, tenho um prazer enorme em ver a quantidade de pessoas que conseguimos ajudar com os mais variados temas que já foram abordados. Recebemos agradecimentos e elogios diariamente, e isso não tem preço.

Além do Produzindo.net, quais os outros projetos que você desenvolve focando a web?

O Produzindo.net é a minha menina dos olhos de ouro. Esse blog é como um filho para mim, pois o retorno emocional que ele me dá, como eu já disse acima, é muito grande. Também desenvolvo um trabalho de orientação estratégica para blogs e sites no Blogarte (http://www.blogarte.com.br/) juntamente com o Gustavo Periard, do blog Sobre Administração (http://www.sobreadministracao.com/

Esse último trabalho também tem sido muito gratificante, pois as informações sobre como obter sucesso na internet ainda são muito esparsas. Os poucos lugares que disponibilizam informações do tipo (em português) muitas vezes são apenas traduções de textos de blogs internacionais sobre o assunto, faltando muito as informações sobre a aplicabilidade de várias técnicas no mercado brasileiro.

Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou e ainda enfrenta ao lidar com empresas e projetos de internet?

A maior dificuldade que sempre enfrentei ao orientar e produzir projetos de internet é vencer o medo que muitos clientes tem de comprar produtos e serviços na internet. Ainda há o medo de disponibilizar informações confidenciais (tal como número de documentos e de cartões de crédito), pois ainda acha-se que os sites podem ser fonte de golpes.

 Apesar de achar válida a preocupação, acredito que haja uma certa falta de conhecimento sobre o assunto e é por isso que geralmente realizo um trabalho de conscientização dos clientes sobre compras online. Até hoje, apesar da dificuldade, tem dado certo.

Como você vê o cenário para as Startups brasileiras, principalmente as de internet?

Nosso mercado é um mercado emergente, com muito dinheiro disponível, o que tem atraído muito os investidores. Por causa disso, vejo um cenário extremamente favorável, onde várias empresas estrangeiras de capital de risco que estão de olho nas startups do Brasil, dispostas a investir em novas idéias.

Essa é a hora!

 

Quais o perfil certo para aqueles que desejam empreender na internet?

Não vejo muita diferença de perfil para um empreendedor focado em internet e um empreendedor que não tem esse foco. O perfil geralmente é o mesmo: tem que estar disposto a perder horas de sono preciosas pensando em como fazer sua idéia realmente atender às necessidades de seu cliente.

Ainda assim, empreendedores de internet, em específico, se beneficiam muito quando possuem conhecimento técnico para desenvolver sistemas. Podemos tomar vários exemplos de empreendimentos que foram começados a partir de uma idéia que um programador teve e colocou a mão na massa (ele mesmo) para fazer a idéia sair do papel, tal como o pessoal da Boo-Box (boo-box.com) e Empreendemia (www.empreendemia.com.br). Essa, com certeza, é uma grande vantagem para quem quer empreender na internet.

Deixe um recado para aquelas pessoas que estão empreendendo pela primeira vez e formatando modelos de negócios para suas Startups?

A principal dica que eu deixo para os novos empreendedores é que busquem sempre a atender uma (ou várias) necessidade de seus clientes, sempre da melhor forma possível. É para isso que as empresas existem, e se esse requisito básico não for atendido, dificilmente uma empresa sobreviverá por muito tempo.