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A sua idéia é a melhor? Nós sabemos, mas e o investidor sabe?

Empreendedores digitais vivem um grande dilema para por em pratica seus projetos: Investimento do próprio bolso ou receber aporte financeiro de um anjo? Já falamos sobre os dois lados da moeda, aqui no blog.

Para aqueles que desejam encontrar alguém disposto a investir em seu projeto com dinheiro e conhecimento, é necessário passar por uma etapa crucial do processo: Convencer os investidores que sua idéia é a melhor.

Você deve saber cativar e conquistar a atenção das pessoas para o seu projeto, para que elas se sintam motivadas em lhe fornecer a ajuda necessária.

Para chegar a este objetivo, deixamos aqui algumas dicas que irão com certeza te ajudar:

Problema/Solução

Exponha o problema que encontrou e mostre como pretende solucioná-lo com seu produto, é importante aqui evidenciar o tamanho do mercado enfantizado a capacidade de crescimento e expansão que você pode ter caso seu produto seja aceito.

Além disso é essencial fornecer dados relacionados a caracteristicas de seu público alvo e porque eles pagariam pelo seu produto.

 Seja rápido

Você deve ser objetivo e direto, a maioria das pessoas que vão lhe assistir são profissionais experientes e apenas 5 a 10 minutos, já é o suficiente para eles verem se é viavel ou não apostar no seu projeto.

Mostre algo concreto

Crie protótipos de seu produto ou então faça a simulação do seu serviço funcionando, exponha a sua idéia na prática para os investidores realmente comprovar o quão boa ela é.

 Esteja pronto a fazer mudanças

Nada nessa vida  é imutavel, tudo muda constantemente e com certeza na apresentação de seu produto diversos investidores vão sugerir mudanças, cabe aqui você ser aberto para as criticas que irá receber, escolhendo aquelas que realmente podem fazer diferença em sua idéia e a partir destas, fazer as melhorias necessárias.

Dica para sua Startup: Conhecendo a Computação em nuvem

O nosso principal lema aqui no Vale Empreender, é apresentar para nossos leitores diversas ferramentas e conceitos que lhes auxiliem no desenvolvimento e administração de suas Startups, pensando justamente nisso que hoje irei falar aqui sobre computação em nuvem, um conceito que em si não é novo mas só recentemente vem ganhando atenção por parte de empresas e empreendedores.

O que é computação em nuvem

 Basicamente computação em nuvem (Cloud Computing no inglês) se refere a qualquer aplicação ou arquivo que está lançado diretamente na internet não sendo necessário fazer instalação em um computador.

Assim é possível acessar um determinado aplicativo de qualquer lugar e a hora que desejar, ter a facilidade de poder encontrar o dado que precisa em um único meio no caso a internet e poder acessá-lo de forma imediata, seja através de um computador como por um celular, além disso, a flexibilidade que a computação em nuvem traz também é enorme, principalmente para empresas que trabalham com equipes espalhadas em diversas localidades e que precisam diariamente trocarem informações e dados entre elas.

Até mesmo os computadores sofrerão uma queda em seus preços, já que a maioria dos programas estará disponibilizado na internet exigido assim uma capacidade menor da máquina e ainda reduzindo sua configuração.

 A computação em nuvem e sua divisão

É importante destacar que a computação em nuvem é dividida em quatro tipos, a saber: IaaS, PaaS, DaaS, SaaS, CaaS, cada uma dessas modalidades contemplam uma área distinta, como Infra-Estrutura, Desenvolvimento, Comunicação, Plataforma e Software .

SaaS

Dentro destes 4 tipos, vou me ater a falar do principal em termos de importância para nós, o SaaS (Software como serviço).

Se encaixa neste conceito, diversos sites que disponibilizam programas via internet, sem precisar de fazer instalação em uma máquina, estes programas podem ser gratuitos ou pagos, cobrando na maioria dos casos apenas um valor que varia de acordo com o período em que é usado, assim em vez de você ter que comprar um software você vai apenas pagar pelo seu uso.

Startups que adotam softaware SaaS acabam tendo uma redução de custos de instalação e manutenção de softwares e hardwares, consequentemente o empreendedor ganha também mais tempo para se dedicar a atividade principal de seu negócio.

 Mas perae, então o SaaS acaba sendo a mesma coisa que computação em nuvem?

Não, o SaaS, como falei é apenas uma das modalidades ou uma das variações existentes, o conceito da computação em nuvem é algo muito mais abrangente envolvendo outros campos que como foi colocado aqui, vão desde infra-estrutura até desenvolvimento, comunicação e plataforma.

 Vamos a alguns exemplos de uso do SaaS:

  Google: Um dos maiores exemplos de empresa que utiliza o SaaS, com uma simples conta no site, é possível usarmos o G-mail, Google Doc e Google Talk.

 Música:Na industria da música, o SaaS é utilizado muitas vezes sem perceber, é o que acontece no caso de muitas bandas novas que em vez de venderem suas Cds e DVDs, disponibilizam suas músicas de graça na internet para popularizar seu trabalho dando a opção para as pessoas fazerem o dowload ou simplesmente acessarem o site e escutar.

 Conversores de PDF: Um dos programas que eu particularmente gosto muito de usar é o Free PDF Convert que me permite converter meus arquivos do Word em PDF pela internet.

 Mapas Mentais: Se você é uma pessoa que gosta de organizar seus pensamentos em mapas mentais antes de criar um documento, um artigo ou projeto, pode utilizar o blubbl.us, um software disponibilizado gratuitamente na internet que lhe permite criar mapas mentais de maneira rápida e ágil.

Planejamento Financeiro: O Organizze é um planejador financeiro totalmente online, que lhe ajuda a controlar suas finanças e estipular metas tanto na vida pessoal como na vida profissional. Aliás é bom ressaltar que esta Startup foi escolhida como uma das 10 melhores startups brasileiras de 2010. Vale a pena conferir, eles disponibilizam uma versão grátis.

 Enxergando oportunidades…

Acredito que a computação em nuvem é um conceito que veio para ficar, assim, este é o momento para o empreendedor (principalmente aqueles que estão no comando de Startups) pararem um pouco e refletirem sobre os benefícios que este novo conceito pode trazer para o seu negócio.

Lembre-se “Pequenas oportunidades podem ser o começo de grandes oportunidades.” Demóstenes.

Social-Commerce: Um conceito a ser praticado

Fazer negócios na internet (seja vender ou comprar) nunca se tornou tão dinâmico, ágil e participativo como agora, o que antes era visto como algo chato, hoje com a popularização principalmente das mídias sócias chegou a ser até divertido, podemos traduzir isto em um conceito que vem ganhando cada vez mais espaço na web, o social-commerce, onde as pessoas através do twiiter, facebook, Orkut, youtube, blogs (apenas para sintar os principais) vivem em interação praticamente 24 horas por dia.

A questão principal aqui é: Você empreendedor está sabendo tirar proveito desta oportunidade? Gosto de dar exemplos práticos para comprovar que o que digo tem um fundamento lógico, vamos começar pela Wine, ela foi a primeira no segmento de vinhos no mundo a ter sua própria loja dentro do Facebook!, conta com diversas opções de vinhos, alcançando um grande número de possíveis compradores (para ser mais exato, 6.157 pessoas apenas no Facebook).

 Já, o site administradores.com.br, além de ter sua própria loja dentro do Facebook, utiliza a rede também para interagir com seus leitores por meio de fotos, promoções e discussões. Há um detalhe, 41,506 pessoas curtem a página do site na rede social.

Isso que chamo de interação…

Existe outras empresas, que preferem criar suas próprias redes sociais para interagir com seus clientes, é o caso da revista Exame PME com a criação de sua própria rede social voltada para pequenos e médios empreendedores.

Já a loja de acessórios femininos Alice Disse, tem buscado seu diferencial focando-se na interação com seus consumidores via twiiter, onde aliás há exatamente 25.518 seguidores (seguidoras) ansiosos pelos twittes bem descontraídos e informais da empreendedora Mirna Ferraz, uma das sócias da empresa.

Aliás uma coisa bacana da Alice Disse é que seus tweets não são apenas de propagandas de seus produtos, a empreendedora fala de diversos assuntos que vão desde fazer brigadeiros a cuidar de animais de estimação, uma verdadeira interação com seu publico-alvo não é mesmo?

Como você pode ver, o social-commerce é basicamente a interação entre pessoas seja elas consumidores com consumidores ou consumidores com empresas (pessoas), enfim tudo se resume em interação social.

Por isto mesmo, o empreendedor deve estar atento ainda mais na sua  atuação de mercado, pois como a interação ficou muito mais fácil, da mesma forma se facilitou também a possibilidade dos consumidores exporem suas queixas na internet, e acredite é algo que você não vai querer, veja este caso da Brastemp:

Outro caso bem emblemático foi vivenciado por uma consumidora que se sentiu prejudicada após ter comprado créditos para o jogo colheita feliz do Orkut, clique aqui para assistir.

O empreendedor deve entrar em contato com essas duas situações para perceber que o social commerce tem muitas vantagens a oferecer para sua empresa, mas deve ser uma estratégia levada a sério que foque na satisfação do consumidor, seja na resolução rápida de um problema como na venda de um produto ou serviço de qualidade.

E você o que acha de aplicar o social commerce ao seu empreendimento? Deixe sua opinião na nossa caixa de comentários.

A Estratégia do Bootstraping

Apresentamos aqui no blog alguns conceitos e estratégias importantes, para o empreendedor que está em fase inicial de sua Startup.

Explicamos como funciona o modelo freemium, o conceito de investidor anjo, e com a participação de um leitor publicamos um post bem bacana mostrando a realidade de se buscar o apoio dos anjos aqui no Brasil.

No que se refere a estes dois ultimos tópicos, várias pessoas que leram os textos, chegaram em mim falando que não tinham o perfil para receberem o apoio destes investidores, aliás como falei aqui, aceitar o apoio de um anjo implica muito mais do que apenas receber o apoio financeiro, é necessário prestar contas de maneira minuciosa e estar preparado para ser cobrado e dar o rendimento esperado.

Pois bem, pensando nisso, hoje abordo aqui mais um conceito de fundamental importância para os empreendedores, principalmente aqueles que não querem a ajuda de um anjo, vamos falar do Bootstraping.

Vou ser sincero, li sobre isso a poucos dias no site da Resultson, achei interessante e resolvi pesquisar um pouco mais a fundo para criar um artigo aqui para o blog.

No inicio quando comecei a pesquisar o significado, fiquei um pouco confuso pois a vários sentidos para o mesmo termo, usa-se ele por exemplo na informática, direito, estatistica, dentre outros, originalmente, cunhou se o termo para indicar um acessório de botas.

Bem e o que isso tem haver com negócios

O significado do termo em si é você melhorar algo ou a si mesmo, sem ajuda externa, apenas com as suas próprias forças, por isso que esta palavrinha tem a conotação de ser algo impossível de fazer.

Aplicando este termo ao nosso contexto, bootstraping significa:

 Você iniciar sua Startup com recursos próprios sem precisar recorrer a fontes externas.

É basicamente aquela história de empreendedores que além de terem sua empresa, trabalhavam também como funcionários para tocar o negócio, ou então daqueles que fizeram uma reserva financeira (como está sendo o meu caso) para abrir seu empreendimento sem precisar recorrer a ajuda de fora.

É claro que adotando esta estratégia, você não terá um poder de crescimento e desenvolvimento tal qual uma Startup que tem um anjo, no entanto, você terá algo muito mais valioso, a liberdade, você não irá precisar deixar de executar uma idéia porque um investidor não gostou, ou não irá sentir-se super pressionado porque no inicio o negócio não deu a rentabilidade a qual esperava dele. Além disso, você terá total controle sobre suas decisões e poderá planejar os rumos da empresa, de acordo com seu ponto de vista.

Não é fácil iniciar um empreendimento com dinheiro do bolso, o próprio termo em si, é constado no Wikipédia como algo difícil, mas temos algumas dicas para lhe ajudar:

Venda: Neste ponto inicial com poucos recursos, você tem que ter como missão principal, vender e gerar caixa

Planeje: Qualquer ação que você for executar, planeje primeiro, tenha certeza de que está fazendo o certo e esteja preparado para realizar mudanças se necessário, mas lembre-se não perca muito tempo apenas planejando, seja rápido.

O cabeça: Na sua empresa, você será “O cabeça”, deverá ter controle sobre todas as variáveis do negócio, desde compras, até finanças e marketing.

Não tenha medo de começar um negócio com recursos próprios, se você sente potencial no negócio, identificou um publico alvo e este publico quer seu produto, arrisque-se com calma, mas arrisque-se, seja você mesmo seu próprio anjo.

DICA: Sugiro que você entre neste blog: Y na Garagem e veja que é possivel sim, desenvolver um negócio promissor com recursos próprios.